O difícil segundo álbum

Por Phil Peres

Depois de tomarem de assalto o Metal nacional e de se tornarem na primeira banda Portuguesa a ter airplay na época dourada da MTV e do seu famoso Headbanger’s Ball, esta banda de Death Metal, com toques melódicos e riffs de algum Thrash Metal dos anos 80, lançaram esta pequena pérola chamada “Eye M God”. Provavelmente o disco mais difícil de uma carreira que começa com sucesso é o segundo álbum, onde a banda tem que mostrar qualidades superiores às dos seu pares e mostrar que o sucesso do debut “Darkside” não foi mero golpe de sorte. Sacred Sin neste disco ultrapassou tudo isso de modo distinto, com classe e mestria. Não sei se diga que felizmente a banda é Portuguesa ou se diga que nasceu no país errado para se terem tornado numa das maiores bandas do género na primeira metade dos anos 90. Temas como “Eye M God”, “Guilty Has No Past” ou “The Nightlag (Nocturnal Queen)” são quanto a mim do melhor que se fez em Portugal, desde a magnífica produção e execução aos solos de Tó Pica, da excelente voz de José Costa à melodia das teclas que estão lá mas sem exagero, deixando todo o disco respirar.

Tendo sido originalmente lançado apenas em CD em 1995 pela editora nacional Dinamite, o álbum já viu por duas vezes uma reedição: primeiro em CD pela russa Satanath Records e mais recentemente em LP pela também nacional Lusitanian Music.

Baú #2: Sacred Sin: “Eye M God”

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