Viagem colossal

Por Phil Peres

Corria o ano de 1997 na velha localidade de Almeirim, Santarém, quando uma jovem banda de Death Metal                                    assina contrato para um álbum com a editora portuense Grade records (subsidiária da Independent Records para o Heavy Metal), depois de, no ano anterior, ter editado uma demo.

A sua produção é muito boa, um ponto a favor, a cargo do produtor Luis Barros e os seus famosos Rec’nRoll, com a supervisão da própria banda.

O que podemos encontrar nestes 6 temas é um Death Metal melódico, algo avantgarde graças às vozes ora limpas ora guturais de José Marques, aos cativantes teclados de Antónia Beirante, sem grande exagero, mas que cumprem e bem a sua função, bateria dinâmica e com um som único de Nuno Marecos e o baixo pulsante de Armando Barradas, ritmos contagiantes e de fácil memorização por parte dos guitarristas João Marques e o já citado José Marques (vocalista/guitarrista).

Apesar dos seus curtos 30 minutos de duração a banda já mostrava aqui um trabalho bastante apurado de ambição e criatividade.

Após o seu lançamento dá-se a primeira mudança na formação que gravou este curto mas bom disco de estreia, Nuno Marecos (bateria) deixa a banda sendo substituído por Bruno Guilherme.

Editado no início de 1998 o disco foi muito bem recebido, quer pelo público quer pela imprensa, tendo feito com a que as atuações da banda fossem uma constante de norte a sul, já com a nova formação entre os anos de 1998 e 1999.

Baú #8: Ciborium – “Colossal Crags”

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