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Fundados em 2006, em Salamanca, os Kritter lançaram a sua primeira demo homónima, em 2007. Mas apesar da crítica favorável e da presença em vários festivais locais, o primeiro álbum só sai cinco anos mais tarde, em 2012. “Genesis”, auto-editado em Espanha, é editado na América do Sul e vende mais de 1000 cópias em Espanha. E é assim que ultrapassa as barreiras da imprensa local e recebe boas críticas de meios especializados nacionais. Mas também despertam curiosidade em Portugal e a compilação “Goth’n’Rock – 2012” inclui o tema “All Shall Perish”

Com concertos um pouco por toda a Espanha, onde partilharam palco com diversas bandas como os Angelus Apatrida, lançam em maio desse mesmo ano o seu primeiro videoclip, “Fight To The End”

Em 2013 entram nos estúdios Arcane Planet para gravar aquele que seria o segundo álbum da banda, cuja masterização seria da responsabilidade de Mika Jussila, dos Finnvox Studios, conhecido pelo seu trabalho com Nightwish, Children of Bodom ou Edguy, entre outros.

“Freak Show at Carnival Time”, um álbum que mistura metal extremo com metal melódico, vê a luz do dia através da Maldito Digital, e promete ser uma evolução no som e composição dos Kritter, pois não se enquadra em nenhum estilo definido. Numa audição cuidada, encontramos elementos que vão desde o death metal ao thrash passando pelo rock e até pelo folk.

Iniciam os concertos ao vivo em outubro, sendo no palco que a banda mostra todo o seu potencial.

Em 2015, surge “This Is Our War”, o terceiro álbum, que apesar de manter a produção nas mãos dos estúdios Arcane Planet, tem agora a masterização feita por Alan Douches, nos estúdios americanos WWSM. Este terceiro álbum é, para muitos, o álbum em que os Kritter, apesar de manterem toda a sua versatilidade, se definem musicalmente e ganham a sua identidade.

Com tournées que passam por Portugal, França, Bulgária, Ucrânia, Rússia, foram, em 2019, finalistas do Wacken Metal Battle Spain e vencedores do concurso Forjando Leyendas .

Em fevereiro de 2020, às portas de uma pandemia que viria a encerrar a música e as bandas, os Kritter lançam “The Fuckening”, o seu quarto álbum, no qual a banda abandona as suas influências mais vikings mantendo, no entanto, a sua diversidade.  É um trabalho que apresenta uma oscilação vocal entre o melódico e o gutural, acompanhada de guitarras pesadas, onde se podem sentir sonoridades de thrash, power metal ou até do metal mais clássico

Os Kritter compuseram o hino do clube de futebol da sua cidade – Unionistas de Salamanca – tornando-se na primeira banda de metal em Espanha, a criar um hino para uma equipa de futebol. Este facto deu-lhes visibilidade nacional nos meios de comunicação social.

Após dois anos sem pisar os palcos, o tão desejado regresso à normalidade aconteceu em Portugal, no dia 16 de abril, na Ressurreição do Metal – Milagre Metaleiro, onde uma vez mais não deixaram o público português indiferente à sua atuação.

DISCOGRAFIA

2008 – Kritter (demo)

2012 – Genesis

2012 – A Tale of Dead Symphonies (EP)

2013 – Freak Show at Carnival Time

2015 – This is Our War

2020 – The Fuckening

FORMAÇÃO:

Javier Domínguez (baixo)

David (bateria)

Rodrigo Borrego (teclas)

Javier Hernández (guitarras)

Gabe (voz)

Rosa Soares
30.04.2022

Contratiempos # 10 | Kritter

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