Texto e Captação Vídeo: Rui Teixeira.
Edição Vídeo: Carlos Guimarães.
Thrash Tsunami
Praetor + Pitch Black + Yaatana
Woodstock 69 Rock Bar (Porto), 12.07.2025
No sábado dia 12 de julho fomos até ao Woodstock 69 na zona da Corujeira – Porto para o anunciado Thrash Tsunami com os nacionais Yaatana e Pitch Black e os franco-luxemburgueses Praetor.
A abrir as hostilidades tivemos um nome emergente da cena thrash nacional, os portuenses Yaatana. Menos de 24 horas depois de terem atuado no Bajonca Rock Fest, o quarteto apresentou-se no Woodstock 69 a jogar em casa, não só por estarem a atuar na sua cidade, mas também pelo elevado número de fãs que os aguardavam e ocuparam a frente do palco e o mosh pit num frenesim constante.
E os Yaatana mais uma vez provaram que por onde passam não deixam pedra sobre pedra, é impressionante a energia avassaladora que caracteriza as suas atuações tal como aconteceu nesta noite. “Comboios de Portugal”, “Arma Nuclear” e “Zombie Digital” são já êxitos cantados pelo público e claro a já inevitável cover de “Inner Self” dos Sepultura deitaram a casa abaixo.
Muito mais do que uma promessa os Yaatana são já uma certeza de que o thrash nacional terá um futuro risonho.
Falar em thrash português é inevitavelmente falar de Pitch Black, uma das bandas mais consagradas da cena nacional. Com uma base de fãs e seguidores perfeitamente consolidada no underground, não era de estranhar que na hora de entrada do quarteto em palco o Woodstock 69 registasse uma casa quase cheia. A surpresa da noite seria a presença do Gaspar Ribeiro a comandar a bateria numa substituição de última hora do Afonso Ribeiro.
Com um calor verdadeiramente infernal dentro da sala, os Pitch Black desfilaram as suas faixas sem piedade sobre o público que transformou o espaço num caos ordenado de comunhão permanente entre a banda e os fãs.
“Divine not human”, “Standards of Perfection”, “Enemy Siege” e claro a icónica “Pitch Black” fizeram parte de um set demolidor, marca registada Pitch Black.
O maior elogio que posso fazer aos Pitch Black, é que por mais vezes que os veja ao vivo e já foram muitas, há sempre vontade de os ver novamente, como um vício que nunca é satisfeito.
Regressados a Portugal depois de terem passado pelo Barracuda há dois anos atrás, tivemos para fim de festa os Praetor.
Liderados por Hugo Centeno português ou pelo menos de descendência portuguesa, tem desde logo no facto de comunicar em português uma vantagem no vinculo que cria com o público. Bem patente ficou o facto de terem conquistado alguns fãs na sua anterior passagem pelo Porto já que os mesmos marcaram presença e se fizeram notar.
Foram no meu caso, uma bela surpresa e deram um concerto muito consistente e pleno de qualidade que conquistou em absoluto todos os presentes.
Com um álbum lançado em 2025 “The Spiral of Addiction” foi este registo que serviu de base à quase totalidade do setlist que incluiu uma cover de “Master of Puppets” dos Metallica que instalou a loucura coletiva no Woodstock 69.
Uma grandíssima atuação dos Praetor que certamente não perderei a oportunidade de ver novamente já daqui a uns dias no Laurus Nobilis Music Fest.


