O Z! Live Rock Fest regressa ao recinto da IFEZA, em Zamora, de 11 a 13 de junho de 2026, e tudo indica que esta poderá ser a edição mais ambiciosa desde a fundação do festival. Com um cartaz que combina nomes históricos do metal mundial, bandas de culto, propostas modernas e uma forte presença de projetos ibéricos, o evento reforça a sua posição como um dos festivais de referência no panorama metálico espanhol.
Mais do que um simples alinhamento musical, o Z! Live volta a destacar-se pela filosofia que o tem tornado tão apreciado pelo público: concertos sem sobreposições de horários em dois grandes palcos, espaço agradável e familiar e uma programação pensada para garantir conforto e imersão total — algo cada vez mais raro na época dos mega-festivais.
Os bilhetes encontram-se disponíveis em zliverock.com por 129,68 € (passe 3 dias) ou 89,77 € (diário).

A edição de 2026 arranca com o peso e a elegância dos suecos Opeth, que assumem o papel de cabeças de cartaz. Considerados uma das forças criativas mais influentes do metal progressivo contemporâneo, chegam ao Z! Live com novo fôlego e um repertório que atravessa três décadas de experimentação sonora — do death metal melódico às atmosferas mais densas e acústicas.
O dia conta também com a presença dos icónicos Emperor, nome maior do black metal norueguês. A rara atuação em Zamora promete ser um dos momentos mais intensos do festival, com a banda a revisitar clássicos que moldaram a segunda vaga do black metal nos anos 90.
Destaque ainda para o power metal dos Brothers of Metal e Serious Black. A estes juntam-se formações que reforçam a diversidade da noite — desde o metal melódico ao folk épico e ao metal moderno — compondo uma abertura sólida, equilibrada e capaz de atrair várias gerações de fãs.
O segundo dia é dominado pelos britânicos Saxon, um dos nomes fundamentais da New Wave of British Heavy Metal. Os autores de clássicos como “Wheels of Steel” ou “Crusader” chegam ao Z! Live com uma vitalidade surpreendente e continuam a provar, ano após ano, porque são uma das bandas mais respeitadas na história do heavy metal.
A diversidade mantém-se com a entrada dos suíços Coroner, banda de culto do thrash metal técnico, cujo regresso aos palcos tem sido celebrado por fãs do metal mais sofisticado e intrincado. A noite é ainda reforçada pela qualidade do hard rock sueco dos Heat e pelo power metal das suiças Burning Witches.
O resultado é um dia que celebra o passado e o presente do metal, alternando entre tradição, virtuosismo e energia contagiante. Para este dia falta ainda confirmar um nome forte dentro do power metal sinfónico.
O último dia do festival destaca-se por aquilo que já é visto como uma das confirmações mais sonantes de 2026: Twisted Sister, que celebram meio século de carreira com uma série limitada de concertos. O facto de Zamora acolher um destes espetáculos especiais reforça a dimensão internacional que o Z! Live tem conquistado.
A noite promete extremos sonoros e contrastes bem delineados. Os brasileiros Krisiun trazem o seu death metal brutal e avassalador, capaz de incendiar qualquer palco. Já os alemães Crematory representam o lado mais melódico, atmosférico e gótico do festival. Destaque ainda para o crossover dos espanhóis Soziedad Alkoholika e para o metal progressivo dos britânicos Tesseract.
O sábado junta nostalgia, agressividade, teatralidade e melodias sombrias — um retrato perfeito da pluralidade que o Z! Live quer oferecer.
Com nomes lendários, estilos variados e uma logística pensada ao detalhe, o Z! Live Rock Fest 2026 tem todos os ingredientes para se afirmar como uma edição histórica. Num momento em que o metal vive um ciclo global de renovação — com bandas clássicas a regressar e novas gerações a despontar — o festival de Zamora posiciona-se de forma exemplar para captar esse entusiasmo.
Se a ambição era afirmar o Z! Live como um dos festivais mais relevantes da Península Ibérica, a edição de 2026 parece estar muito perto de o concretizar.


