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Texto e edição vídeo: Carlos Guimarães
Captação vídeo: Carlos Guimarães e Rui Teixeira.

Final da Laurus Metal Battle 2025
Cabodano + Lost Grave + No One Alive + Aeleen
Casa do Artista Amador (Louro – Famalicão), 17.05.2025

Depois das eliminatórias onde atuaram 11 bandas, foi tempo da Casa do Artista Amador receber a final da Laurus Metal Battle. Presentes os nacionais Lost Grave e Aeleen e os espanhóis Cabodano e No One Alive.

Oriundos de Santiago de Compostela, os Cabodano foram os primeiros a pisar o palco. Vestidos como padres o quinteto arrancou com “Bágoas na Decadencia”, o tema de abertura do seu novo disco “É Mellor Matarse” editado há um ano. Este disco serviu de base para quase toda a atuação do grupo, com o alinhamento a incluir ainda “Pobre Rapaz”, “A Ira da Mente”, “No Lombo Dum Corvo”, “Portas” e “O Profeta”. Pelos títulos já se percebe que o grupo canta em galego o que lhes traz um toque ainda mais especial. Com um metalcore melódico muito personalizado, os Cabodano surpreenderam pela sua atitude em palco, temas bem conseguidos e acima de tudo pela presença do seu vocalista Buitre. Com uma aparência aparentemente frágil, Buitre transforma-se em palco sendo, sinceramente, um dos melhores frontman que vi ao vivo nos últimos tempos. Para o fim os galegos tocariam ainda “Carniceiros” do seu primeiro disco “O Espertar”. A vitória nesta final foi depois evidente, com o público e o júri em acordo ao atribuir o 1.º lugar aos Cabodano e, consequentemente, o lugar no palco principal do próximo CEVE Laurus Nobilis Music Fest.

Os Lost Grave são uma banda relativamente recente e sediada no Porto e trouxeram a esta final o seu groove/thrash metal com muita energia. Abriram com um dos seus singles “The Insurgency”, seguindo-se “Garden of Decline” e “One to Blame”. Com uma prestação consistente e muito positiva mostraram ainda a nova malha “Grey Zone”, para além de “Invisible Disease”, “Maze of Media” e “Promised Land”. Uma banda que com certeza promete abrir asas para voos mais altos no futuro.

De Vigo chegavam os No One Alive com o seu heavy metal inspirado em parte em Iron Maiden mas com um toque muito próprio. A banda soube encher muito bem o palco com um andamento contagiante e uma presença irrepreensível. Abriram com “Come to My Rise”, seguindo-se-lhe “Til Death Do Us Part”, “The Boogeyman” e “A Reason Why”, todas do seu último disco de 2023 “Don’t Leave Your Child Alone.” O único senão foi o som, por vezes demasiado alto. Para o fim despediram-se com a longa “Devil’s Right Hand” do seu EP de estreia terminando assim uma atuação que lhes valeu o 2.º lugar do concurso, também unânime entre o público e o júri. Os No One Alive voltarão a tocar neste mesmo palco durante o CEVE Laurus Nobilis Music Fest.

Depois de 3 excelentes atuações havia curiosidade para saber como os Aeleen iriam se apresentar. A sua sonoridade, um nu metal de cariz mais eletrónico, contrastava com o som das restantes bandas. O quarteto é composto por músicos estrangeiros e portugueses que estiveram em França, estando porém sediados no Porto. Os olhos estavam sempre centrados na vocalista Catie e na expressividade com que interpretava os temas do grupo. Infelizmente, em boa parte do concerto, a sua voz parecia demasiado baixa e os interlúdios mais eletrónicos quebravam um pouco o momentum da sua atuação. Ainda mais tendo em conta o que se tinha passado em palco nas três atuações anteriores. Ainda sem discos lançados, ouviram-se temas como “Circus”, “Amy” e “Noisy Silence”.

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