Fotos e Texto: Edgar Silva
Foi numa noite muito chuvosa que um RCA Club completamente lotado recebeu o regresso de uma das bandas mais esperadas pelo público português. A promotora Hell Xis já tinha anunciado há algum tempo que este concerto estaria esgotado, o que prova essa ansiedade nos fãs dos No Fun At All para ver de novo a banda sueca.
Quem abriu a noite foram os nacionais Overcrooks que trouxeram toda a sua energia para o palco lisboeta. Iniciaram com o tema “Immigrant Life”, contagiando o público que ia chegando ao recinto. Liderados pelo vocalista e guitarrista Jean Lucca Joner, o grupo apostou na promoção do seu álbum “Skate rock don’t let me sleep”, interpretando malhas como “Devil’s Toy”, “Backyard Bowl” e “Live for Today”, terminando com a nova “Dark Energy”.
Overcrooks
Afastados dos palcos há um ano e meio, os Contrasenso regressaram em força com o seu punk rock que aqueceu bem o público presente. Tocaram temas como “Cabeça Erguida”, “Reviravolta”, “Sem Desculpas” e o novo single “Mundo em Destroços”. Terminaram em grande com a versão de “1955” dos X-Acto.
Contrasenso
Apesar das intensas atuações das bandas nacionais, o público ainda estava com a energia em alta e pronto a receber de braços abertos os cabeça de cartaz No Fun At All, apesar de já não integrarem nenhum dos músicos da formação original. Mal os suecos entraram em palco foi a loucura total: cerveja pelo ar, crowdsurfing com fartura e acima de tudo um respeito inabalável entre a malta que anda ali aos encontrões, empurrões e abraços.
Abriram com “Spirit” do álbum “Grit”, seguindo-se a recordação “In a Rhyme” do “Out of Bounds”. A plateia ficou completamente rendida, não só com o alinhamento, mas também com a boa disposição dos suecos. Dando tudo em palco, os No Fun At All tocaram dezanove malhas antes do encore, despedindo-se uma primeira vez com “Future Days, Future Nights”, um dos raros temas do mais recente álbum “Seventh Wave” que tocaram. O encore foi longo, onde não faltaram “Beat ’em Down”, “Out of Bounds” e a “Master Celebrator”.
Foi uma noite de celebração do punk rock com tanta energia e calor humano que até as paredes do RCA transpiraram.





































