Texto e Captação Vídeo: Rui Teixeira.
Fotos: Nuno Reis.
Edição Vídeo: Carlos Guimarães
Laurus Nobilis Music Fest 2026
Dia 2
Louro (Famalicão), 17.07.2026


O dia 2 arrancou na hora marcada 16h45 de sexta feira, onde tivemos no palco principal os Risen Crow.
Devido à hora e ao facto de ser sexta feira, era ainda reduzido o número de festivaleiros na frente do palco, mas os que estavam, receberam de forma entusiástica a banda italiana. Power metal bem trabalhado, fez desta estreia dos Risen Crow por Portugal, uma experiência bem sucedida.
Risen Crow
A abertura do palco Super Bock, esteve a cargo de outra banda italiana, os Butt Splitters. Com uma sonoridade crua e honesta com muitas influências, protagonizaram uma atuação intensa, que cativou a atenção dos metaleiros que optaram por ir até ao palco interior do Laurus Nobilis.
Butt Splitters
Vindos da Grécia os Meden Agan seriam a proposta seguinte no palco principal. Banda já com muitos anos de estrada e diversos trabalhos editados, mostraram presença e à vontade em palco, conquistando mais alguns fãs em Portugal. Com uma sonoridade que anda entre o metal sinfónico e o gótico, destaque para a vocalista Marianna Koukoutsaki, recentemente incorporada na banda com uma bela prestação.
Meden Agan
Regressávamos ao palco Super Bock, desta vez para os Kimura, banda proveniente da longínqua Austrália. E se conforme os próprios disseram, foi um grande esforço e muitas horas de viagem para estarem presentes, o que se pode dizer é que valeu bem a pena. Groove metal intenso e sem contemplações, fez vibrar a sala em constantes mosh pits e crowd surfing. Sem dúvida uma bela surpresa e o primeiro momento de alta voltagem deste segundo dia do Laurus, com os Kimura a demonstrarem uma atitude fantástica em palco.
Kimura
Um dos momentos mais aguardados do dia, era a presença dos Leaves’ Eyes no palco principal do Laurus. Depois da passagem apoteótica pelo Hard Club, a banda de Alex Kruhl e Elinna Sirala foi recebida com bastante entusiasmo e com uma quantidade de público já considerável. No entanto e não colocando em causa a atitude, presença e qualidade da banda em cima de palco, esta atuação foi altamente prejudicada pela fraca qualidade do som, que nunca foi do início ao fim o mais apropriado. Aliado a isto, o tempo escasso de atuação, deixou de fora muitos êxitos que todos queriam certamente ouvir. Sendo uma das bandas que mais queria ver, acabou por ser em termos pessoais a desilusão deste dia dois, valendo a simpatia da banda e a ligação inequívoca que tem com Portugal e os fãs portugueses.

Leaves' Eyes
Os gregos Psycorepaths, apresentavam-se de seguida no palco Super Bock. O facto de ser hora de jantar e ser uma banda pouco conhecida, refletiu-se numa sala com menos gente. Mesmo assim a banda demonstrou qualidade, debitando uma mistura de hardcore com Groove metal, com uma atuação competente.
Os headliners Swallow The Sun, regressavam a Portugal e foram a razão porque muita gente se deslocou nesta noite de sexta feira ao Laurus Nobilis. E que concerto incrível nos ofereceram. Intenso, envolvente e tecnicamente perfeito, conquistaram em absoluto a plateia, que esteve rendida durante a mais de 1h15 minutos do concerto. Os finlandeses, provaram caso houvessem dúvidas, que são um dos nomes mais importantes do doom/death melódico, assinando um momento para a memória das edições do Laurus, despedindo-se em verdadeira apoteose.

Swallow the Sun
E se os ritmos lentos e arrastados conquistaram o palco principal, os riffs frenéticos e violentos dos Crucivore fizeram o mesmo no palco Super Bock. Banda recente, mas com uma marca já bem forte no nosso underground, surpreenderam apenas aqueles que andam distraídos. Depois de os ter visto a abrir para Crypta em Lisboa, sabia bem o que esperar.
Foram 45 minutos de circle pits, stage diving, crowd surfing constantes, um caos bonito e perfeito a acompanhar a brutalidade que vinha do palco. Uma CAA cheia, fez com que este fosse um dos concertos do dia e seguramente o melhor do palco secundário.
Crucivore
Para fechar a noite, teríamos ainda uma dose bruta de death metal no palco principal, cortesia dos espanhóis Avulsed. E se seria de esperar que à meia noite e depois de várias horas de concertos, o público estaria já cansado e pouco predisposto, puro engano. Os Avulsed não deixaram pedra sobre pedra, com uma atuação verdadeiramente esmagadora que fez estremecer o Louro. Com mais de 30 anos de carreira, mantêm a brutalidade e ferocidade que sempre os caraterizou, fechando este segundo dia de maneira triunfal.































































































































