Evergrey + Klogr + Virtual Symmetry
Hard Club (Porto), 12.11.2024
Texto: Rui Teixeira.
Fotos: Nuno Reis.
Foi há já 11 longos anos que os Evergrey visitaram Portugal pela última vez, na altura no Vagos Metal Fest de 2013, e a ansiedade era muita para recebê-los na “Emptiness Over Europe Tour”.
Os suecos trouxeram consigo duas bandas convidadas. Os primeiros a entrar em palco foram os Suiço-Italianos Virtual Symmetry que nos presentearam durante meia hora com um metal progressivo de alta qualidade. Destaque especial para a virtuosidade incrível do guitarrista e fundador da banda Valerio Villa e claro para a voz melódica e fascinante do Marco Pastorino já nosso bem conhecido dos Temperance.
A banda está a escassos dias de lançar o seu quarto LP “Veils of Illumination” que já se encontrava disponível no merchandising do evento e aproveitou o set para tocar duas faixas desse novo trabalho, uma das quais a “Canvas of Souls” que foi o single de avanço do mesmo.
Num set muito curto pudemos ainda ouvir as faixas “Paradise of Lies” e Come Alive” e ainda “Exodus” (vídeo em breve) do álbum de 2020 “Exoverse”.
Uma excelente forma de abrir a noite e com certeza esta é uma banda que gostaria imenso que voltasse a Portugal em nome próprio e com um set mais alargado.
Virtual Symmetry
De seguida foi a hora de ouvirmos os Klogr, banda formada em Itália em 2011, que nos apresentou um metal alternativo com toques de progressivo e que convenceu a maioria dos presentes na sala.
Mesmo tendo tido a baixa do seu baterista, que por motivos de saúde teve que abandonar a tour e foi substituído pelo baterista Andrea dos Virtual Simmetry, a banda mostrou-se muito coesa e consistente na sua atuação.
Com sete álbuns editados, o último dos quais o muito recente “Fractured Realities” o seu set serviu para apresentar faixas do novo álbum como “Face the Unknown”, “Gravity of Fear” e” Unspoken Words” , bem como fazer uma revisita aos material mais antigo.
Uma atuação cheia de energia e com a promessa de um regresso em breve.
Klogr
E finalmente chegavam os Evergrey!
Com um relógio projetado nos ecrãs do palco a fazer a contagem regressiva dos dois últimos minutos antes da banda entrar, a ansiedade e excitação da plateia subiram rapidamente.
Os suecos foram recebidos em apoteose e logo no final da primeira faixa o vocalista Tom S. Englund já afirmava, “disseram-nos para trazer casacos que a noite ia estar fria, quem disse isso está despedido…”, provando que a energia na sala estava no topo.
A boa disposição e simpatia da banda esteve patente durante todo o concerto, havendo várias piadas e brincadeiras com o baterista Simen Sandnes que é norueguês, país com o qual os suecos têm alguma rivalidade.
A banda trouxe-nos um show de salas grandes, o que fez com que o espaço do palco da sala 2 fosse um pouco apertado, mesmo com a disposição pouco habitual que a banda adotou nesta tour, de ter a bateria colocada de lado e não de frente para o publico. Mas nada atrapalhou a performance da banda que roçou a perfeição, demonstrando que o estatuto que tem é claramente escasso para a qualidade que apresenta.
O set começou logo com duas das faixas mais poderosas do novo álbum “Theories of Emptiness”, a “Falling from the Sun” e a “Say” e percorreu depois sete álbuns da banda com destaque para a acelarada “Eternal Nocturnal” do álbum “Escape of the Phoenix”, a magnífica “A Silent Arc” do álbum “The Atlantic” e as fan-favourites “Save Us” e “Call Out the Dark” do álbum “A Heartless Portrait: The Orphean Testament”.
O encore foi tocado sem intervalos e composto de três faixas: “A Touch of Blessing”, “King of Errors” e “Our Way Through Silence” que encerraram assim uma noite memorável e que terá sido um dos melhores concertos do ano no Hard Club.
Só se deseja agora que o regresso do Evergrey ao nosso país seja rápido e que não tenhamos que esperar outra eternidade para ter o prazer de os ver ao vivo.















































































