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Texto: Carlos Guimarães.
Fotos: Nuno Reis e Edgar Silva.
Vídeo: Carlos Guimarães

 

A noite de 26 de outubro de 2024 ficará para sempre na história dos Moonspell e do heavy metal em Portugal. Pela primeira vez a banda nacional subiu ao palco da Meo Arena em nome próprio e, como se isso já não fosse um facto digno de registo, ainda elevaram a fasquia com a presença em palco da Orquestra Sinfonietta de Lisboa.

A Orquestra, magistralmente liderada pelo maestro Vasco Pearce de Azevedo, deu o mote com uma introdução orquestral, seguida pela interpretação de “Em Nome do Medo”, com o Ricardo Amorim na guitarra acústica e o Fernando Ribeiro a entrar em palco com a lanterna que o acompanhou em palco na digressão de promoção ao “1755”. E foi com este emblemático disco dos Moonspell que a banda continuou, presenteando-nos com o seu tema-título, a explosiva “In Tremor Dei”, a “Desastre” e a “Ruínas”.

A plateia da sala estava cheia, com os balcões a estarem também repletos de público. Isto provou que foi uma aposta ganha por parte da produtora Crumbs Events e da própria banda. Os fãs de Moonspell disseram presente e era bem visível no rosto dos músicos o seu contentamento.

Depois da fase “1755” surgiram o “Breathe” e o “Extinct”, com as chamas a marcarem presença. Uma das grandes surpresas foi a interpretação pela orquestra do instrumental “Proliferation”, retirado do álbum “Memorial”, que daria o mote para uma intensa “Finisterra” que contou com o Pedro Paixão na guitarra. Seguiu-se “Everything Invaded” e a incontornável “Scorpion Flower”, com o coro a engrandecer ainda mais a beleza melódica do tema.

O “Vampiria” foi um dos momentos da noite e onde os arranjos de Filipe Melo mais uma vez se fizeram sentir. Foi um crescendo para o sempre arrebatador momento que é a “Alma Mater”, a música que se tornou num hino para os Moonspell. O público correspondeu na perfeição aos apelos de Fernando Ribeiro e, no final, as primeiras despedidas por parte da orquestra e da banda.

No entanto, mal ouve tempo para pedidos de encore, que foi logo servido através da “Full Moon Madness”, a única música de “Irreligious” que fez parte desta celebração. Com muita pirotecnia e com o público completamente rendido terminaria com este tema uma noite memorável.

Como referi, a felicidade estava estampada nos rostos da banda e no público e sentiu-se mais uma vez a comunhão existente entre os Moonspell e os seus fãs. Ao longo do concerto, o Fernando Ribeiro não se esqueceu dos inúmeros fãs estrangeiros que vieram a Lisboa para os ver, bem como todos os outros que estavam a acompanhar o evento via streaming.

Apesar de ter durado mais de uma hora e meia soube, ao mesmo tempo, a muito e a pouco. A muito porque sentiu-se a importância daquela noite e a pouco porque passou muito rápido e seria impossível para uma banda como os Moonspell agradar a toda a gente na escolha do alinhamento.

Parabéns aos Moonspell, à Orquestra Sinfonietta de Lisboa e à Crumbs Events por esta noite.