Texto e captação vídeo: Rui Teixeira.
Edição vídeo: Carlos Guimarães.
Cortesia da Free Music os suíços Cellar Darling estiveram de visita ao nosso país para dois concertos em Lisboa e no Porto. Em ambos, destaque para a oportunidade de serem duas bandas portuguesas a fazerem as honras de abertura, os Insvla em Lisboa e os Phase Transition no Porto. Depois de no dia anterior terem estado na República da Música, no domingo à noite, dia 30 de Março, foi a vez do Porto recebê-los no Outsite Mouco.
Como referido, a abertura esteve a cargo dos Phase Transition, banda portuense de metal progressivo, que está nas vésperas de lançar o seu primeiro longa duração “In Search of Being”.
Aproveitaram muito bem o tempo que tiveram, para apresentar músicas do seu primeiro EP “Relativily Speaking” e também faixas que estarão no seu novo LP como os singles já divulgados, “Veil of Illusions” e “Becoming R(e)volution”. Sem dúvida uma atuação que demonstrou a qualidade técnica de todos os elementos da banda e que provou que se faz muito boa música em Portugal, sendo recebida com forte entusiasmo pelo público presente.
Na hora prevista subiam então ao palco os Cellar Darling, um regresso à cidade do Porto, desta vez em nome próprio depois de terem cá estado em 2017 com os Lacuna Coil.
Liderados pela carismática e talentosa multi-instrumentista Anna Murphy têm no nosso país uma boa legião de fãs pelo que se esperava que a sala do Mouco estivesse um pouco mais composta.
Mas isso não foi impedimento para que todos os presentes assistissem a um concerto memorável, onde a banda desfilou músicas dos seus dois LP’s “This is the Sound” e o fantástico “The Spell”, com destaque para “Pain”, “Black Moon”, “Hullabaloo”, “Danc”e e claro “Avalanche” que fechou a setlist do concerto. A surpresa da noite surgiu com a apresentação de uma música nova e ainda não totalmente finalizada de nome “Drone” e que fará parte do terceiro LP da banda que infelizmente ainda não tem previsão de lançamento.
Durante o concerto, vimos uma Anna Murphy sempre muito simpática e humilde a dialogar com o público, onde era notória a sua felicidade por estar de regresso e a maneira como estava a ser recebida, depois de a banda não tocar ao vivo há cerca de um ano e a última apresentação ter sido um verdadeiro desastre, nas palavras da própria Anna Murphy.
No final ficou apenas a sensação de ter sabido a pouco, numa noite intensa, envolvente e vibrante proporcionada pelos Cellar Darling. Que regressem em breve!


