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Texto: Rui Teixeira.
Captação vídeo: Hugo Cruz e Rui Teixeira.
Edição vídeo: Carlos Guimarães.

Eleine + Klogr + Sinheresy
RCA Club (Lisboa), 26.04.2025

Cortesia da Notredame Productions dia 26 de Abril foi a vez de Portugal receber a “We Shall Remain Tour Part II” dos suecos Eleine.

Para um apreciador das sonoridades sinfónicas e vocais femininos este era um concerto obrigatório e portanto lá me fiz à estrada para uns 600 kms de viagem.

Pontualmente à hora marcada subiam ao palco os italianos Sinheresy. Banda formada em 2009 e já com quatro LP’s e um EP editados apresentaram-nos um modern metal com a fórmula dois vocalistas, uma feminina e outro masculino e uma sonoridade interessante e catchy com refrões e melodias fáceis de entrar no ouvido.

De salientar que a vocalista Cecilia Petrini e o guitarrista Lorenzo Pasutto não participam desta tour visto irem ser pais em breve, sendo substituídos por Giorgia Romanin nos vocais, que já tinha colaborado com a banda e a guitarrista Alice Chiara que foi a que a mim tecnicamente mais me impressionou.

Alguns problemas técnicos no início do concerto deixaram a banda um pouco stressada em palco, mas depois tudo se resolveu e tiveram uma atuação bem aceitável de cerca de trinta minutos.

Os segundos convidados da noite a subir ao palco seriam os já nossos conhecidos italo-americanos KLOGR.

Eles que fizeram parte da tour de Evergrey que passou por Portugal em novembro do ano passado e que na altura tive oportunidade de ver no Hard Club, confirmaram a impressão com que tinha ficado deles, uma sonoridade heavy/rock um pouco desenquadrada deste tipo de tours e que sinceramente não me tinha cativado da primeira vez e voltou a não cativar desta. Mesmo sendo músicos competentes e com uma boa energia em palco, as faixas soam demasiado repetitivas e sem grande novidade. Prometeram voltar em breve, mas eu diria que talvez como suporte a um outro tipo de bandas fosse o mais apropriado.

E finalmente era chegada a hora dos muito aguardados suecos Eleine.

Liderados pela vocalista Madeleine Liljestam e pelo guitarrista Rikard Ekberg, a banda sofreu um reajustamento mesmo antes do início da tour com a saída do baterista Jesper Sunnhagen e o baixista Filip Stâlberg, apresentando-se agora a banda em formato quarteto, já que apenas foi recrutado para a tour o baterista Kevin Werder.

Com uma base de metal sinfónico, os Eleine combinam na perfeição a voz melódica da Madeleine e os guturais profundos do Rikard com riffs de guitarra poderosos e onde toda a performance e movimentos da banda em palco são sincronizados ao pormenor.

Com o seu último de quatro LP’s lançado em 2023 “We Shall Remain” e depois da estreia em Portugal em 2023 na abertura dos Pain, a banda tem vindo a crescer sustentadamente, resultando daí a sua primeira headliner tour, onde finalmente pudemos ouvir um setlist longo e que percorreu os vários trabalhos da banda. Faixas como “Enemies” que abriu o setlist, “As I Breath”, “Memoriam” e a poderosa “Where Your Rotting Corpse Lie” do álbum “Dancing in Hell” fizeram as delícias do público, complementadas com os êxitos do último trabalho como a magnífica “War Das Alles”, “We Are Legion” feita em honra dos fãs e “We Shall Remain” que fechou a atuação.

Foi sem dúvida uma atuação apoteótica dos Eleine que conquistaram o público, não só pela sua música mas também pela simpatia e respeito pelos fãs.

Tal como a Madeleine mencionou, os Eleine têm uma ligação especial a Portugal, já que a primeira tour que a banda fez foi com os Moonspell e também me confidenciou em conversa no final do concerto estão já a planear uma nova headliner tour e que farão tudo por voltar ao nosso país. Que assim seja, serão muito bem-vindos!