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Texto e captação vídeo: Rui Teixeira.
Edição vídeo: Carlos Guimarães.
Fotos: Ivo Lopes e Cátia Magalhães

Insanu Metal Fest
Apotheus + Moonshade + Living Tales + Godark + Warout
Seroa (Paços de Ferreira), 26.07.2025

Realizou-se no sábado 26 de julho a 1ª edição do Insanu Metal Fest, no Parque Urbano de Seroa em Paços de Ferreira. Com um espaço e uma organização impecáveis, este é um festival que se espera ver repetido no futuro.

Com um cartaz bem representativo do underground nortenho, a abertura esteve a cargo dos thrashers Warout. Numa fase de menos aparições em público e quando se espera o lançamento do seu muito aguardado EP, a banda apresentou-se em boa forma, debitando durante 45 minutos o seu thrash característico e todas aquelas faixas já sobejamente conhecidas, com a abertura a recair naf aixa “Warout” e o final reservado para “Thrash Attack”. Destaque para a muito aplaudida participação em duas faixas da atuação do carismático ex-membro Tonanha que abrilhantou ainda mais a performance dos Warout.

A segunda banda da tarde/noite foram os Godark, mais um coletivo nortenho que andou arredado dos palcos devido à composição do seu novo álbum, mas que depois de três concertos em Espanha e França no mês de junho, regressavam no Inasanu Metal Fest a pisar palcos nacionais.

O setlist percorreu grande parte das faixas do álbum “Forward We March” de 2020, mas brindaram-nos ainda com temas novos que farão parte do novo álbum que deverá sair no final de este ano ou inicio de 2026. Destaco as duas faixas com que encerraram o concerto, “Leaving Out” e “This is the End” duas faixas novas que soaram brutais ao vivo. Algo de bom está para vir aí dos Godark.

Já com o sol posto e a noite a tomar conta do Insanu Metal Fest, foi a vez dos Living Tales subirem ao palco. Ao contrário das bandas anteriores, os Living Tales encontram-se em plena promoção do seu novo álbum, o aclamado “Hades”.

O setlist foi quase inteiramente dedicado ao novo álbum, com destaque para a faixa “River Styx” que fez abrir uma moshpit e claro a inevitável “Reign” do álbum “Persephone” que fechou em grande estilo a atuação. Beneficiando da plenitude do jogo de luzes devido ao cair da noite e juntando à excelente performance, um concerto muito bem conseguido e bastante apreciado pelo público presente.

Os Moonshade seriam a quarta banda a subir a palco. Também eles um pouco desaparecidos dos palcos e com dois elementos relativamente novos na formação, o Bruno Martins no baixo e o Daniel Rodrigues na bateria, que eu já tinha tido a oportunidade de ver ao vivo no ano passado em Guimarães, voltaram a provar que são um dos valores mais seguros do nosso underground.

Comandados pela voz e presença do Ricardo Pereira e pelo virtuosismo do Luís Dias na guitarra, ofereceram-nos um concerto irrepreensível. Set dedicado aos dois LP´s “Sun Dethroned” e “As We Set The Skies Ablase”, eu esperava alguma surpresa, dado que a banda se encontra em fase de composição do seu novo trabalho, e essa surpresa veio em forma de cover, com a excelente “Blood and Thunder” dos Mastodon. Pelo meio da atuação destaque a um pequeno tributo a Ozzy Osbourne.
Aguarda-se assim com expectativa o novo trabalho dos Moonshade.

A fechar a noite, a banda da casa, os muito aguardados Apotheus. Já tinha passado quase um ano desde a última vez que os tinha visto ao vivo e as expectativas estavam em alta, ainda mais porque também deles esperava alguma surpresa, já que o novo álbum será uma realidade em breve. Infelizmente não nos apresentaram nenhuma faixa nova, mas o setlist que abriu com “Caves of Steel” e foi um mix de faixas dos álbuns “The Far Star” e “Ergo Atlas” conseguiu prender todos os presentes ao palco numa atuação memorável dos Apotheus.

Com um final arrebatador onde nos presentearam com a raramente tocada ao vivo “Staring the Abyss”, foram obrigados a fazer um encore com a magnifica “A New Beginning” que fechou o set de forma apoteótica. Conforme descreveu o Miguel vocalista da banda, depois de doze concertos em seis países estrangeiros, regressar a casa e com tantas caras conhecidas no público tem um sentimento muito especial. Foi exatamente esse o sentimento vivido nesta apresentação dos Apotheus, felicidade e interação. Sejam muito bem vindos a casa.