Texto: Carlos Guimarães (CG) e Rui Teixeira (RT).
Fotos: Nuno Reis.
Edição Vídeo: Carlos Guimarães.
Captação Vídeo: Carlos Guimarães, Nuno Reis e Rui Teixeira.
Laurus Nobilis Music Fest – Dia 1
Carach Angren + Blame Zeus + Eden + Voodoo + Brothers Till We Die + Queen of Spades + Praetor + Rising Curse + Death Valley Knights
Louro (Famalicão), 18.07.2025
O Laurus Nobilis Music Fest arrancou com um primeiro dia recheado de diversidade sonora, desde o heavy metal mais tradicional ao metalcore, passando pelo hard rock e pelo thrash. O público, ainda algo disperso nas primeiras horas, foi aquecendo ao longo do dia até culminar com a atuação final dos Blame Zeus e Carach Angren.
Diretamente de Londres, os Death Valley Nights fizeram a sua estreia em solo nacional com uma proposta clássica de heavy metal. A abrir o palco principal ainda perante um público reduzido, mostraram-se empenhados e tecnicamente competentes, baseando o alinhamento no álbum Call of the Warmaster, lançado em 2023. Uma atuação sólida, ainda que sem grandes rasgos. (RT)
Death Valley Knights
Chamados à última hora para substituir os Yaatana, os portuenses Rising Curse estrearam o palco Super Bock com o seu deathcore moderno. O recente EP “Tertius” serviu de rampa de lançamento para uma atuação energética que, apesar de ainda revelar alguma imaturidade, conseguiu animar a plateia. Uma banda a ter debaixo de olho. (RT)
Rising Curse
Os luxemburgueses Praetor continuam a ganhar terreno na cena europeia e trouxeram ao Laurus um thrash metal musculado e refinado, sustentado pelo novo trabalho “Spiral of Addiction”. Com a guitarrista Noemie ainda em recuperação de um acidente, foi Axel — amigo da banda — quem assegurou metade do concerto. O público respondeu com entusiasmo, reconhecendo a qualidade e entrega dos músicos. (RT)
Praetor
A estreia internacional em festivais da banda holandesa de hard rock Queen of Spades ficou marcada por uma receção algo morna. Apesar do carisma da vocalista Peggy Smits, o público pareceu não se identificar totalmente com a sua sonoridade mais leve, num cartaz maioritariamente dominado por estilos mais pesados. Ainda assim, foi notória a gratidão da banda pela oportunidade. (RT)
Queen of Spades
Os espanhóis Brothers Till We Die enfrentaram dificuldades após se apresentarem desfalcados de dois elementos. O esforço do vocalista Felipe não passou despercebido, mas o metalcore do grupo acabou por não cativar como esperado, deixando no ar a sensação de que poderiam ter oferecido mais em condições normais. (CG)
Brothers Till We Die
Vindos de uma formação híbrida entre Reino Unido e Polónia, os Voodoo regressaram ao Laurus após alterações no alinhamento e uma recente digressão com os portugueses Godiva. No entanto, o concerto ficou aquém das expectativas, sem grande envolvimento do público. (RT)
Voodoo
A celebração dos 30 anos dos Éden foi, sem dúvida, um momento especial para os locais. A banda de Louro apresentou duas formações diferentes em palco, revisitando temas antigos e recentes com a sempre intensa presença do Capitão José Aguiar. No entanto, o prolongamento do concerto para além do tempo previsto e a sua colocação no alinhamento geraram alguma estranheza junto de quem não conhecia o projeto. Um concerto carregado de simbolismo, mas que talvez fizesse mais sentido no encerramento do festival. (CG)
Eden
Num dos momentos mais marcantes do dia, os Blame Zeus encheram por completo o palco Super Bock, com relatos de público a não conseguir entrar. Sandra Oliveira liderou um concerto memorável, revisitando temas de todos os álbuns e encerrando em apoteose com a incontornável “Burning Fields”. Uma atuação irrepreensível, colocada com justiça no top 3 desta edição do Laurus e que reforçou a ideia de que a banda merecia já ter ascendido ao palco principal. (RT)
Blame Zeus
Os cabeças de cartaz do dia vieram dos Países Baixos e trouxeram o seu black metal sinfónico de cariz teatral. Os Carach Angren abriram com uma sequência forte — “The Ghost of Raynham Hall”, “The Carriage Wheel Murder” e “The Necromancer” — mas, apesar da produção cuidada e do ambiente criado, não atingiram os níveis de intensidade de atuações anteriores no nosso País. Ainda assim, temas como “Franckensteina Strataemontanus”, “Monster” e “Heretic Poltergeist Phenomena” foram bem recebidos por uma audiência rendida ao lado cénico do espetáculo. (CG)














































































































