Texto: Carlos Guimarães (CG) e Rui Teixeira (RT).
Fotos: Nuno Reis.
Edição Vídeo: Carlos Guimarães.
Captação Vídeo: Carlos Guimarães, Nuno Reis e Rui Teixeira.
Laurus Nobilis Music Fest – Dia 3
Dark Funeral + Quinteto Explosivo + Secret Rule + Ethereal + Ancient Settlers + Equaleft + Yokovich + Abstracted Minds + Demidead
Louro (Famalicão), 20.07.2025
O último dia do Laurus Nobilis Music Fest voltou a provar a diversidade e irreverência que caracterizam este festival minhoto. Entre o peso extremo, melodias épicas e momentos absolutamente insólitos, o público viveu uma jornada musical intensa e memorável.
A abrir o dia, os italianos Demidead, uma das bandas emergentes do black/death metal transalpino, apresentaram-se com grande impacto visual graças ao seu corpse paint e indumentária teatral. Apesar de enfrentarem a habitual frieza inicial de um primeiro concerto do dia, a sua postura energética em palco e o groove do álbum de estreia “War Against Ourselves” (2024) conseguiram conquistar o público presente. Uma atuação positiva e promissora. (RT)
Demidead
Vindos dos Países Baixos, os Abstracted Mind assumiram o papel de embaixadores do symphonic metal no Laurus 2025. Jovens, ambiciosos e com uma atitude cativante, prometeram voltar ao festival para atuar no palco principal. A voz operática de Juli Hope encheu a Sala Super Bock e o público respondeu com entusiasmo – ao ponto de pedir um encore. Um dos momentos inesperadamente marcantes do dia. (RT)
Abstracted Mind
Veteranos do metal nacional, os Equaleft já dispensam apresentações. Com o novo álbum “Momentum” (2024) como base da atuação, a banda do Porto entregou mais uma performance intensa e musculada. Miguel Inglês dominou o palco e incendiou o público com constantes incitamentos a mosh pits que não se fizeram rogar. A fechar, “We Defy” cantada em uníssono e a já tradicional distribuição de húngaros. Concerto com o selo de qualidade Equaleft. (RT)
Equaleft
Depois do Comendatio, os Yokovich voltaram a mostrar a sua estética cuidada e som singular, com o álbum “Ubiquitous” como ponto de partida. O contraste visual entre a máscara do baixista Bruno G. e o visual arrojado de Jonas, o vocalista, deu um charme adicional ao seu metal industrial alternativo. Uma atuação visualmente marcante e sonoramente eficaz. (CG)
Yokovich
No Palco CEVE os Ethereal regressaram a terras famalicenses para defender o excelente “Downfall”, já considerado um dos melhores álbuns do metal nacional recente. O duo vocal Hugo Soares / Cristina Lopes elevou os temas “The Allure of Dariah”, “Our Dying Hope” e “Betrayal” a outro nível, confirmando que os setubalenses são hoje uma das bandas mais imperdíveis da cena underground portuguesa.(CG)
Equaleft
A banda espanhola Ancient Settlers surpreendeu com a nova formação vocal: Noelia continua firme nas vozes mais agressivas, agora acompanhada por Nia Creak, responsável pelas vozes limpas. A química entre ambas resultou muito bem em palco, apesar de ser a sua estreia conjunta ao vivo. O público reagiu com entusiasmo, culminando num momento insano com o guitarrista Rex a fazer crowdsurfing… enquanto tocava um solo! Um dos concertos mais vibrantes do dia.(CG)
Ancient Settlers
Cabeças de cartaz e senhores do black metal sueco, os Dark Funeral cumpriram com distinção o papel de fechar o Palco Principal. A sequência “Unchain My Soul”, “My Funeral” e a inesperada “An Apprentice of Satan” foi suficiente para incendiar os fãs mais fieis. A intensidade manteve-se com “Open the Gates” e, já em encore, “Let the Devil In” e “Where Shadows Forever Reign”. Um concerto sólido, escuro e esmagador, como manda a cartilha do black metal.(CG)
Dark Funeral
De volta à Sala Super Bock, os italianos Secret Rule foram uma das grandes surpresas do dia. O seu power metal sinfónico mostrou-se maduro e bem executado, com a poderosa Angela Di Vincenzo a dominar vocalmente e a nova baixista Sofia Basili a impressionar pela presença em palco. Uma atuação marcada por técnica, melodia e carisma. (CG)
Secret Rule
E a fechar o festival com uma nota… absolutamente surreal, estiveram os Quinteto Explosivo. O vocalista surgiu com a túnica usada por José Aguiar no concerto dos Eden, e o arranque ao som de “Staying Alive” com fogo de artifício tímido prenunciava o que aí vinha. A atuação foi uma viagem caótica e hilariante por originais, temas de Kalashnikov e versões de Sepultura, Mata-Ratos, Irmãos Catita… e até Ágata. Ver fãs de Dark Funeral a dançarem ao som de “Sai da Minha Vida” foi a imagem que melhor resume o espírito livre e inesperado do Laurus.
O Laurus Nobilis Music Fest 2025 encerrou com um dia eclético, enérgico e repleto de contrastes. Desde o black metal gélido de Dark Funeral, passando pelo brilho melódico de Secret Rule, até ao delírio absoluto de Quinteto Explosivo, o público foi brindado com uma jornada musical que une gerações e estilos. Que venha 2026! (CG)





















































































































