Texto e Edição vídeo: Carlos Guimarães
Captação vídeo: Carlos Guimarães e Rui Teixeira
Sacred Sin + Prayers of Sanity + Speedemon
Woodstock 69 Rock Bar (Porto), 23.05.2025
No dia 23 de maio o Woodstock 69 Rock Bar do Porto recebeu mais uma noite de peso a qual infelizmente, não teve a adesão merecida, tendo em consideração o cartaz apresentado. Para além disso, os recentes problemas com a hora de fecho da sala levaram a alguns constrangimentos que mencionaremos ao longo deste texto.
Neste fim-de-semana três bandas nacionais juntaram-se para dois eventos, este no Porto e, no dia seguinte, na Rastilho Metal Night III na República da Música em Lisboa. Numa excelente iniciativa, tivemos a oportunidade de ver os Speedemon, os Prayers of Sanity e os Sacred Sin.
A banda vila-franquense Speedemon regressou ao Porto para apresentar o seu novo disco “Fall of Man”, editado este ano pela Rastilho Records. Infelizmente quando arrancaram com a “March of the Triumphants” a sala estava ainda praticamente vazia, pois começaram a tocar num horário a que o público não está habituado. Seguiram com “Metal Rage” e “Cursed by the Gods” e, por esta altura, já estávamos rendidos à energia e mestria vinda do palco. Num alinhamento centrado no “Fall of Man”, a banda ainda recordou músicas dos trabalhos anteriores como “Atrocity Divine” e “Messenger of God”. Mas a curiosidade estava em ver e ouvir como soavam em palco malhas como “Words of Fire”, “Speed on Fire” ou “Fall of Man”. Apesar de terem um setlist longo, tendo em conta terem sido a banda de abertura, tudo passou à velocidade das músicas dos Speedemon.
Os Prayers of Sanity, uma das referências do thrash nacional, apresentaram-se em formato quarteto no Porto, com dois guitarristas em palco. Este facto fez soar o som dos algarvios ainda mais intenso e envolvente. Liderados pelo muito surpreendido pelo calor portuense Tião, o grupo fez uma revisão da matéria dada, tocando temas dos seus quatro álbuns, começando pelo penúltimo álbum “Face of the Unknown” com os temas “Dead Alive”, “Past, Present, None” e “Someday”. Depois passaram pelo tema-título do seu segundo disco “Confrontations”, para avançarem para o mais recente “Doctrine of Misanthropy” com as malhas “Hide Your Hate” e “Abomination”. Depois da “Unturned” (do terceiro disco), foi tempo de recordar “Religion Blindness” e “Evil May Die” do álbum de estreia. Nesta fase os Prayers of Sanity recordam o que de bom fizeram no passado, esperamos agora pelas cenas dos próximos capítulos.
Os Sacred Sin são sem dúvida uma das instituições do heavy metal nacional, com uma carreira assente na persistência do José Costa, secundado na maior parte do seu percurso pelo Tó Pica. Com talvez a formação mais consistente dos mais de trinta anos de carreira, a banda lisboeta apresentou-se no Woodstock 69 para comemorar a reedição do seu terceiro disco “Anguish… I harvest”, originalmente lançado em 1999. E foi com temas desse disco que eles arrancaram o concerto interpretando “Lead of Insects”, “Firethrone” e “13th Moon”. Com um alinhamento muito cortado devido às exigências das autoridades no horário de encerramento dos concertos, os Sacred Sin tiveram que fazer escolhas, optando por tocar malhas como os mais recentes “Storms Over the Dying World”, “False Deceiver” ou “Perished in Cold Ambers” e já velhos clássicos como “Ghoul Plagued Darkness” (também do “Anguish…”), “Darkside” ou “Eye M God”. Infelizmente, devido às limitações do tempo, soube a pouco mas os Sacred Sin continuam a ser os Sacred Sin que sempre nos habituaram, uma verdadeira máquina de death/thrash metal.


