Texto e edição vídeo: Carlos Guimarães.
Fotos: Nuno Reis.
Captação vídeo: Carlos Guimarães, Nuno Reis e Rui Teixeira.
Hammerfall + Tailgunner + Revolution Within
Hard Club (Porto), 22.01.2026
Os primeiros a subir ao palco foram os Revolution Within. A banda de Santa Maria da Feira, já veterana nestas andanças, não precisou de muito tempo para conquistar a audiência. A abrir dispararam “Days of Anger”, estabelecendo de imediato o tom da sua prestação: Thrash/Groove de alta voltagem. O alinhamento seguiu com a demolidora “Chaos” e a técnica “Pull The Trigger”, culminando num dos momentos altos com “From Madness to Sanity”. A fechar, a agressividade de “Pure Hate” e a densidade de “Silence” provaram que os Revolution Within continuam a ser um dos valores mais seguros e potentes do nosso panorama nacional.
Revolution Within
Revolution Within
Vindos do Reino Unido com o objetivo confesso de “salvar” o Heavy Metal tradicional, os Tailgunner foram uma lufada de ar fresco. O arranque com “Midnight Blitz” foi um choque elétrico. Entre duelos de guitarras e a voz estratosférica de Charlie Rivers, temas como “White Death” e “Shadows of War” transportaram-nos para a era dourada da NWOBHM.
Houve ainda espaço para a melancolia épica de “Tears in Rain” e a grandiosidade de “Barren Lands and Seas of Red”. A banda despediu-se com a solene “Eulogy” seguida do hino “Guns for Hire”, deixando o público rendido a uma performance cheia de carisma. No entanto, um ouvido mais atento notou alguma falta de coesão em termos de interpretação técnica que foi “compensada” com a energia transmitida visualmente em palco.
Tailgunner
Tailgunner
Finalmente, as luzes apagaram-se para os mestres suecos, responsáveis pelo renascimento do heavy metal tradicional na reta final da década de noventa. Os Hammerfall entraram em cena com a pujança de “Avenge the Fallen”, segurando logo as rédeas da noite com o clássico “Heeding the Call”. A setlist foi um desfile de hinos, passando pela obrigatória “Any Means Necessary” e a poderosa “Hammer High”.
O concerto teve momentos de pura nostalgia com “Renegade” e a emotiva “Glory to the Brave”, iluminada pelas lanternas dos telemóveis do público, mas também celebrou a longevidade da banda com um medley instrumental de “Chapter V” e a incontornável “Let the Hammer Fall”. Depois da “The End Justifies” (o único momento onde se notou uma ligeira quebra na voz de Joacim Cans) veio a animada apresentação da banda e a festiva “(We Make) Sweden Rock”.
No encore, a banda regressou para o golpe final: “Hail to the King” preparou o terreno para a explosão final com um longo “Hearts on Fire”, que colocou todo o Hard Club a cantar em uníssono, encerrando a noite de forma gloriosa.


































































































































































