Texto e Captação Vídeo: Rui Teixeira.
Fotos e Edição Vídeo: Carlos Guimarães
Insanu Metal Fest
Godiva + Blame Zeus + Firemage + The Small Hours + Brainless Duck
Seroa (Paços de Ferreira), 25.07.2026
A vila de Seroa em Paços de Ferreira, recebeu no sábado dia 25 de julho a 2ª edição do INSANU METAL FEST, que depois do êxito da edição inaugural, viu o seu estatuto de novo festival de verão ser reforçado, com um acréscimo assinalável na quantidade de público presente.
O cartaz era apelativo e o final de tarde trouxe-nos a primeira banda, os quase locais Brainless Duck. Com 2 EP´s editados, apresentaram o seu stoner com qualidade e boa disposição, sendo a sonoridade perfeita para as boas vindas aos festivaleiros que iam chegando ao Parque Urbano de Seroa.

Já nossos bem conhecidos, os The Small Hours tomaram de seguida conta do palco. Liderados por António Costa, os arautos da desgraça e escuridão passaram pelo Insanu e deixaram a sua marca. O doom negro e sofredor cantado em português conquistou os presentes e foi muito bem recebido. Com o EP “Quimera” a servir de base e com uma postura em palco estudada e em que nada é deixado ao acaso, os The Small Hours confirmaram ser uma das boas bandas do espectro doom nacional.

The Small Hours
Chegava depois a hora do fogo e da magia dos Firemage. E se dúvidas houvessem, a presença em massa de público junto ao palco, provou que os Firemage são de facto uma das propostas mais excitantes do cenário metal nacional. E não defraudaram as expectativas, bem pelo contrário, concretizando um concerto pleno de intensidade e qualidade musical, A reação do público foi extraordinária, cantando junto com a banda as já conhecidas faixas de “Ignis” e até mesmo uma falha na gaita (instrumento musical) do Tiago, foi encarada com grande humor. Esta atuação ficará com toda a certeza para as memórias do Insanu Metal Fest e dos Firemage

Firemage
Também muito aguardados eram os consagrados Blame Zeus, que têm tido em 2026 um ano menos ativo nas aparições ao vivo. Infelizmente, desde os primeiros acordes se notou a insatisfação e desconforto em cima de palco, devido ao som. Foram constantes e repetidos os pedidos para acertar a munição de palco, mas isso de facto não foi conseguido, ficando aqui o aspeto menos positivo desta edição do festival. Com o seu espírito de profissionalismo, a banda conseguiu concretizar mesmo assim o concerto, e o melhor elogio que poderei fazer, é dizer que do lado do público, o que ouvimos foi até razoável. Faixas como “Deja Vu”, “For the Strong and The Faithfull”, “Left For Dead” ou “Burning Fields” fizeram as delícias dos Blame Zeus Fãs sempre presentes e de toda a plateia, onde até um circle pit foi aberto.

Blame Zeus
Para final de festa e com um friozinho a obrigar a um agasalho, os Godiva fariam de novo a temperatura subir. Com o seu novíssimo line up com André Matos na voz e Magnus Einar a assegurar o baixo, notei uma clara evolução desde o último concerto a que tinha assistido no Bonelli Fest. Maior consistência e mais à vontade em palco são o crescimento natural, para uma banda como Godiva que tem uma rodagem nacional e internacional muito apreciável. Com a italiana Gemma Salvatori, a ser sempre um ponto de interesse demonstrando técnica e garra, a banda cativou os presentes do princípio ao fim, onde “Hubris” de 2023 é destaque e faixas como “Media God” e “The Meaning of Life” são já obrigatórias em qualquer concerto. Um final em grande estilo do Insanu Metal Fest 2026 como ritual dos Godiva.















































































