Texto: Rui Teixeira.
Fotos: Bruno Bernardino.
Edição Vídeo: Carlos Guimarães.
Captação Vídeo: Bruno Bernardino e Rui Teixeira.
LX Extreme Death Fest
Crypta + Destroyers of All + Crucivore + Last Piss Before Death
RCA Club (Lisboa), 13.06.2026

O segundo dia do LX Extreme Death Fest prometia mais uma tarde/noite de intensidade máxima, com as brasileiras Crypta como cabeças de cartaz, muito bem acompanhadas pelo trio nacional Destroyers Of All, Crucivore e Last Piss Before Death.
Em pleno Dia de Santo António, o RCA Club apresentava já uma moldura humana considerável quando os Last Piss Before Death subiram ao palco. A banda lisboeta sentiu essa energia e deu tudo o que tinha, provocando as primeiras agitações na sala. Com um álbum acabado de lançar, “Resistance” foi, como seria de esperar, a base do setlist, sendo que apenas “Tear Down The Walls” e “Devils Road” fizeram uma revisita ao álbum de estreia da banda, editado em 2022. “Fall” abriu o concerto e, depois, faixas como “Cry” e “Madman” deram origem às primeiras circle pits. Foi inclusive possível ver Edgar Alves a fazer stage diving, visivelmente animado com a receção do público. A última faixa do novo álbum, “Reset”, encerrou a atuação, que terá certamente sido uma das mais intensas da carreira da banda e uma excelente abertura para este segundo dia do LX Extreme Death Fest.
Last Piss Before Death
De seguida, foi a vez dos Crucivore entrarem em palco. Apesar de ser uma banda formada recentemente, conta com membros experientes da cena nacional, e quem os conhece sabe bem o que esperar. E assim foi: o público recebeu uma dose incessante de brutal death metal com algum slam à mistura. A temperatura já era elevada no RCA e subiu para níveis altíssimos com esta atuação dos Crucivore. A entrada em grande estilo com “The Crucivore’s Feast (Intro)” abriu caminho para faixas demolidoras como “Memento Mori”, “The Banished Torment” e “Triumph Of The Grotesque Disorder”, tema para o qual tinham estreado um videoclipe poucos dias antes. “Whispers From The Eternal Sickness” encerrou o setlist, deixando os Crucivore uma marca bem vincada nesta edição do LX Extreme Death Fest.
Crucivore
De Coimbra chegavam os já bem conhecidos e consagrados Destroyers Of All, prontos para conquistar mais uma vez o palco do RCA. Como referiu João, a banda já se sente em casa naquela sala, algo que ficou bem evidente no à-vontade e na boa disposição demonstrados ao longo de todo o concerto. Com um dos melhores álbuns de 2025 em carteira, “In Darkness We Remain”, optaram por tocar apenas três faixas desse trabalho: “Insaniam”, “Ritual” e “Guile”. O restante setlist foi reservado para temas mais clássicos da banda, como “False Idols”, “Into The Fire” e “Break The Chains”, que encerrou o concerto. Esta foi, sem dúvida, mais uma demonstração da qualidade e consistência dos Destroyers Of All, que se têm mantido, por mérito próprio, como uma das bandas mais reconhecidas do nosso underground ao longo dos anos.
Destroyers of All
E chegava finalmente a hora por que todos aguardavam, aquela que praticamente esgotou o RCA Club: as brasileiras Crypta. A banda apresentou-se finalmente como headliner e provou que possui uma legião de fãs em Portugal, cada vez maior e extremamente fiel. Quando Luana Dametto ocupou o seu lugar na bateria, a sala entrou em pré-ebulição e, ao som dos primeiros acordes de “Death Arcana”, instalou-se imediatamente a loucura. A tour “Shades of Sorrow: Final Rites” representa precisamente o encerramento do ciclo desse álbum, enquanto os fãs aguardam ansiosamente pelo novo trabalho, previsto ainda para 2026.
O setlist passou por temas obrigatórios como “Poisonous Apathy”, “The Outsider”, “Stronghold”, “Trial Of Traitors” e “Lord Of Ruins”, mas houve também espaço para revisitar o álbum de estreia, “Echoes Of The Soul”, através de “Under The Black Wings”, “Dark Night Of The Soul” e, claro, daquela que já é considerada o verdadeiro hino das Crypta, “From The Ashes”, cantada em uníssono por toda a sala no encerramento do concerto.
Grande destaque para a mais recente membro efetiva da banda, Victoria Villareal, na guitarra, que provou ser uma aposta certeira para substituir a talentosa Jéssica Falchi, oferecendo uma atuação de grande nível. Depois da memorável estreia em Portugal no Vagos Metal Fest, este terá sido, provavelmente, o melhor concerto da banda em território nacional, confirmando as razões por detrás da ascensão meteórica das Crypta no panorama internacional.
Para fechar a festa, destacou-se ainda a já habitual simpatia de Fernanda Lira, que distribuiu autógrafos e tirou fotografias com os fãs, sendo também presenteada com várias lembranças trazidas pelos admiradores portugueses.
Terminava assim mais um excelente evento, cortesia da Notredame Productions






















































































