Texto, Fotos e Captação vídeo: Edgar Silva.
Edição vídeo: Carlos Guimarães
Graveyard + Miss Lava
Sala 2 da LAV – Lisboa ao Vivo (Lisboa), 26.04.2025
A sala 2 do LAV recebeu uma noite intensa de rock’n’roll, com dois nomes que dispensam grandes apresentações — os nacionais Miss Lava e os suecos Graveyard. Uma combinação explosiva que resultou numa celebração memorável do stoner e do hard rock em estado puro.
O início da noite coube aos Miss Lava, banda portuguesa com provas dadas e uma carreira consolidada a nível internacional. Com uma sala bem composta, o grupo subiu ao palco para promover o seu mais recente álbum “Under a Black Sun”, presenteando o público com cinco faixas deste trabalho: “Under a Black Sun”, “Woe Warrior”, “Evil Eye Of A Witch”, “Neon Gods” e “Dark Tomb Nebula”. Os temas foram recebidos com entusiasmo numa atuação que serviu também para apresentar o grupo lisboeta em formato quinteto, com a adição de Hugo Jacinto na guitarra. Este concerto marcou o início da digressão europeia dos Miss Lava, com a banda a demonstrar uma vontade renovada de levar o seu som a todos os palcos possíveis. Com excelentes vibrações a serem trocadas entre a plateia e o público, o concerto terminou com a poderosa “Doom Machine”.
Miss Lava
Após este arranque demolidor, era tempo de receber os muito aguardados Graveyard. Com uma entrada calma, mas carregada de confiança, os suecos mostraram logo ao que vinham. Sem grandes produções visuais, mas com um som firme e autêntico, brindaram os presentes com temas do seu mais recente “6”, mantendo a presença no alinhamento de malhas do “Hisingen Blues” e “Peace”. Para os fãs de longa data, foi um verdadeiro regalo: a banda mostrou-se coesa, inspirada e em plena sintonia com a sua identidade musical. Ao longo do concerto, ficou claro que os Graveyard continuam a trilhar um caminho de maturidade artística, ignorando modas e tendências. Ao longo da noite fomos ouvindo temas como “Twice”, “Bird of Paradise”, “Breathe In Breathe Out”, “Slow Motion Countdown” ou “Goliath”, tendo os suecos reservado para o encore “Walk On”, “Ain’t Fit To Live Here” e “The Siren”.
O rock está bem vivo e noites como esta, carregadas de intensidade, paixão e riffs marcantes, são a prova disso mesmo.






































