Texto e Vídeos: Carlos Guimarães
ChaosAddiction + Equaleft + Destroyers of All
Buraco Pub (Ovar), 03.05.2025
Depois destas três bandas se terem apresentado no Woodstock 69 do Porto a 19 de abril, desta feita rumaram 40 quilómetros a sul para atuarem no Buraco Pub em Ovar.
Numa noite muito chuvosa, infelizmente o público não afluiu como se esperava a este evento que reuniu duas bandas já com créditos firmados no panorama nacional e uma que, apesar de contar com caras bem conhecidas, está a dar os seus primeiros passos.
Ao contrário do anunciado e do alinhamento do concerto no Porto, a primeira banda a subir ao palco foram os conimbricenses Destroyers of All que apresentaram o seu mais recente disco “In Darkness We Remain”. Se dúvidas existissem sobre a qualidade deste trabalho, elas seriam imediatamente dissipadas com a interpretação ao vivo de malhas como “Ritual”, “Insania”, “Gehenna” ou “Closure”. Foi um set demasiado curto para tanta qualidade, onde não faltaram temas do passado como a “Into the Fire”.
Se há algo que os presentes nesta noite se podem gabar foi de terem visto os Equaleft em formato trio, devido à ausência do guitarrista Bernardo Malone por motivos pessoais de última hora. Em vez de cancelarem o concerto, Miguel Inglês, Nuno Veggy e Gaspar Ribeiro decidiram avançar em formato trio. O mais recente álbum “Momentum” serviu de base para a sua atuação , com destaque para “Endure”, “And It Will Thrive” e “Heartless Machine”. Claro que se sentiu a falta de outro guitarrista mas a banda soube ultrapassar este handicap com muita garra. No final a já incontornável “We Defy” encerrou a atuação.
A sonoridade dos ChaosAddiction não é muito fácil de catalogar, misturando groove, thrash, nu metal, hardcore e outros ingredientes. O Gaspar Ribeiro teve que fazer um turno duplo depois de ter atuado com os Equaleft mas parecia para ele mais um dia no escritório, tamanha a facilidade aparente com que ele toca. E quem já o viu percebe que se trata de um verdadeiro animal atrás da bateria. A banda vive muito dessa intensidade rítmica e da forma como Rui canta e ataca as cordas da guitarra. Do alinhamento destacaram-se “Drama King”, “Guilt(rip)” pela forma como é vocalizada, o single “Worst Things First” e a cover de “Davidian” dos Machine Head.


