Banner Top

Texto e captação vídeo: Rui Teixeira.
Edição vídeo: Carlos Guimarães.

Cortesia da Free Music Events, a “The Theory of Dreams Tour 2025”, trouxe a Portugal dois nomes relevantes do metal progressivo, os Rendezvous Point e os Temic. Na noite do dia 20 de março foi a vez do Hard Club receber esta co-headline tour e pese embora a noite de tempestade, o Hard Club registou uma boa afluência dos apreciadores dos sons progressivos.
E seria sem dúvida uma noite para recordar, com a abertura a ser feita pelos Temic.

Os Temic são uma verdadeira sociedade das nações com destaque para o baixista português Miguel Pereira, mas também para músicos bem conhecidos e consagrados do meio, como o baterista Simen Sandnes dos Evergrey, o mexicano Diego Tejeida nas teclas ex Haken e vocalista Fredrik Klemp dos Maraton.

Com tanta qualidade, só poderia sair daqui algo de extraordinário, e assim foi, com uma atuação absolutamente arrebatadora os Temic conquistaram por completo o Hard Club durante 1 hora e 15 minutos.
Tocaram o seu primeiro e único álbum “Terror Management Theory” de ponta a ponta, onde a satisfação da banda pela receção que estavam a ter foi bem evidente, o que fez inclusive o vocalista Fredrik saltar para o meio do público por mais que uma vez e com eles saltar e cantar.
Estes Temic, são um dos projetos recentes mais excitantes do metal progressivo e que merecem uma audição obrigatória.
Que o regresso a Portugal seja uma realidade em breve.

Às 22:30 em ponto subiam ao palco os Rendezvous Point. A banda norueguesa que tem como figura de proa o baterista Baard Kolstad dos Leprous, regressava a Portugal depois de em 2020 fazerem em Lisboa a abertura para o concerto de Anathema e da atuação em 2022 no Comendatio Fest.
Era uma atuação muito aguardada e que confirmou todas as expectativas, numa demonstração de qualidade técnica incrível de todos os elementos da banda.

Com um Hard Club completamente ao rubro, o setlist teve como principal foco o último trabalho de 2024 “Dream Chaser”, mas presentearam-nos igualmente com algumas oldies but goodies do álbum “Universal Chaos”, como “Digital Waste” e “Universal Chaos” e também do ábum “Solar Storm” de 2015, como “Mirrors” e “Wasteland”.

Este foi o primeiro concerto dos Rendezvous Point na cidade do Porto e inegavelmente deixaram uma marca muito forte, cimentando um lugar de destaque no metal progressivo que eles fazem por merecer.
Que regressem também em breve é o que se deseja.