Fotos e Texto: Edgar Silva.

Evanescence + Poppy + Nova Twins
MEO Arena (Lisboa), 04.10.2026

O MEO Arena recebeu, no dia 4 de outubro, uma das noites mais aguardadas pelos fãs de rock e metal alternativo: o regresso dos Evanescence a Lisboa, numa noite que contou ainda com as atuações de Nova Twins e Poppy como bandas de abertura.

A noite começou com a energia irreverente das Nova Twins, que apresentaram uma atuação curta, mas intensa, assente na sua fusão de rock, punk, hip-hop e electrónica. O duo britânico entrou em palco com “Antagonist”, seguindo-se “Cleopatra”, “N.O.V.A”, “Choose Your Fighter” e “Hummingbird”, antes de encerrar o seu concerto com “Glory”.

Se as Nova Twins trataram de aquecer a sala com uma descarga de energia, Poppy trouxe uma abordagem completamente diferente e difícil de catalogar, cruzando peso, electrónica, pop e uma estética absolutamente própria. O seu alinhamento percorreu vários momentos da sua carreira, começando com “have you had enough?” e “the cost of giving up”, passando por “Scary Mask”, “crystallized” e “vital”, esta última interpretada por Poppy na guitarra acústica.

A atuação prosseguiu com “Guardian”, “Public Domain” e “Time Will Tell”, antes de um dos momentos mais curiosos da noite: “V.A.N”, versão do tema dos Bad Omens. “If We’re Following the Light” e “new way out” fecharam uma prestação que deixou bem vincada a personalidade artística de Poppy. Infelizmente, por restrições da artista, não foi possível efetuar reportagem fotográfica.

Mas era pelos Evanescence que o MEO Arena aguardava. Quando as luzes se apagaram e a banda subiu ao palco, a atmosfera mudou imediatamente. “Sanctuary” deu início ao concerto, seguindo-se “Tell Me When You’ve Had Enough”, “Afterlife” e “Rapture”, antes de a banda mergulhar num dos seus temas mais emblemáticos: “Going Under”.

Com Amy Lee no centro das atenções, os Evanescence foram construindo um espetáculo que alternou momentos de grande intensidade com passagens mais intimistas. A voz da vocalista voltou a assumir o protagonismo em temas como “Lithium” e “Like You”, interpretados ao piano, criando alguns dos momentos mais emotivos da noite.

A componente mais pesada regressou com “Self Destruct” e “Calm Down”, antes de “Call Me When You’re Sober” voltar a colocar toda a arena a cantar. “Beautiful Lie” e “Wasted on You” mantiveram a intensidade, enquanto “Forever Without You”, novamente com Amy Lee ao piano, proporcionou mais um momento de proximidade com o público.

Era inevitável que chegasse o momento que muitos esperavam desde o início. Os primeiros acordes de “Bring Me to Life” fizeram o MEO Arena explodir, transformando a sala num gigantesco coro. A canção continua a ser um dos grandes símbolos da carreira dos Evanescence e, tantos anos depois, mantém intacta a capacidade de provocar uma reação imediata no público.

“Imaginary”, “Better Without You” e “About Us” deram continuidade ao concerto, até surgir uma das grandes surpresas da noite: “End of You”, interpretada com a participação de Poppy e apresentada como uma versão envolvendo também Courtney LaPlante.

A reta final trouxe “Who Will You Follow” e, novamente ao piano, “My Immortal”. Outro momento de forte carga emocional, com Amy Lee a assumir o palco praticamente a sós perante milhares de espectadores. O concerto terminou com “Wide Open Heart”, fechando uma noite marcada pelo equilíbrio entre a força do rock dos Evanescence, a emoção das suas baladas e a ligação construída ao longo dos anos com o público português.