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Texto e captação vídeo: Rui Teixeira.
Fotografia: Pedro Almeida.
Edição vídeo: Carlos Guimarães

Massacre Metal Fest
Frank Blackfire + Pitch Black + Axeblade + On The Loose + Morbus Dei + Lyzzard + Voidwomb + Crimson Bridge + Undersave
À-dos-Loucos (Vila Franca de Xira), 09.05.2026

Dia 9 de maio de 2026 foi a data do X Massacre Metal Fest, e foi assim dia de rumar a Á dos Loucos em Vila Franca de Xira. Sendo a minha estreia no festival, a expectativa era grande e foi superada em todos os aspetos. Fazendo desde já uma apreciação global, quem chega à UDCA (União Desportiva e Columbófila Ádoslouquenses) entidade centenária, percebe de imediato o ambiente familiar que ali se vive, os sorrisos e a simpatia com que nos recebem marcam de imediato a diferença. A organização é amadora, mas apenas de nome, já que tudo funcionou na perfeição, horários cumpridos, som a roçar a perfeição, excelentes bandas, grande presença de metalheads e os espaços para merch e alimentação bem delineados, fez desta edição histórica do Massacre, um momento para ficar na memória.

A abertura das hostilidades esteva a cargo dos Crimson Bridge provenientes de Almada. A banda fundada em 2016 e com uma sonoridade que mistura várias influências, desde as passagens mais agressivas e old school, a passagens mais melódicas e modernas e onde são bem evidentes também os sons progressivos. Ainda com o público a chegar, cativaram os presentes com uma atuação consistente e bem conseguida.

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Os Undersave subiam de seguida ao palco para uma descarga brutal de death metal. Em fase de promoção do seu mais recente álbum “Merged In Abstract Perdition”, goste-se ou não do estilo, um facto é que não deixam ninguém indiferente. A brutalidade com que os riffs técnicos e a voz cavernosa de Nuno Braz são debitadas de forma incessante e sem grandes paragens, deixam-nos num estado ora de satisfação ora de exaustão. Mais uma prova da qualidade do death metal que se faz em território nacional, esta atuação dos Undersave.

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Vindos de Barroselas, era chegada a hora dos nossos já bem conhecidos Voidwomb. E presentearam-nos com mais uma atuação arrasadora. Set dedicado quase na totalidade ao “Spiritual Apotheosis” de 2024, onde a mistura entre o black e o death metal ficaram bem mais vincadas, conquistaram por completo a audiência do Massacre. Um cenário negro, riffs poderosos acompanhados pelos guturais profundos de M.S. Void, levaram a um headbang constante e muitos aplausos merecidos. Mais do que uma promessa os Voidwomb são já uma certeza firme do nosso underground. O novo trabalho da banda é aguardado com grande expectativa.

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Depois de três atuações mais extremas, recebemos de seguida os portuenses Lyzzard com o seu heavy metal mais clássico. E se houve uma folga dos sons mais extremos, nem por isso a intensidade e a energia diminuíram, já que os Lyzzard assinaram uma atuação irrepreensível e sempre em full power. Faixas conhecidas de todos como “Shackles Of Justice”, “Savage” e “Yakuza” e a mais recente “Viper´s Bite”, fizeram as delicias de todos os presentes e deixaram mais uma vez claro, que nestes festivais há espaço para todos os estilos, desde os mais extremos aos mais clássicos.

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Seguimos depois para negritude do black metal, com os alemães Morbus Dei. Black metal, direto, cru e sem contemplações foi o que assistimos no palco do Massacre. Sem paragens e sempre num ritmo infernal, o set foi dedicado na sua grande parte ao álbum “The World Left Behind” de 2024, último lançamento da banda.

Talvez tenha sido o concerto que menos reações tenha despertado do público, mas deixaram a marca do black metal nesta X edição do Massacre Metal Fest.

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A segunda banda internacional a subir ao palco seriam os italianos Axeblade. Era visível a vontade e excitação da banda para se estrear em Portugal, o que levou a um início de concerto com muitas correrias e alguma confusão em palco. Baixados os níveis iniciais de adrenalina, a banda arrancou para um excelente concerto, onde sobressaíram a presença em palco da vocalista Paola Goitre e o virtuosismo dos dois guitarristas da banda. Com um único trabalho editado de nome “Axeblade” de 2025, o mesmo foi tocado praticamente na integra, com uma cover da faixa “The Beast” de uma banda sueca que não consegui identificar a fazer também parte do setlist. Uma atuação que marcou o festival, pela intensidade e simpatia da banda.

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Rigorosamente no horário previsto, subia ao palco o headliner e grande atração do festival, o icónico Frank Blackfire. Por esta altura, a sala estava praticamente cheia e sentia-se uma expectativa e vibe intensas. E foi uma atuação demolidora, que levou o caos à UDCA, mosh pits, crowd surfing e stage divings permanentes acompanharam o cantar dos refrões das faixas que queríamos ouvir, ora de Sodom, ora de Kreator. Do desfile de êxitos, fizeram parte faixas como “Renewall”, “People Of The Lie”, “Persecution Mania”, “Agent Orange”, “Tired andRed”, “Sodomy and Lust”, “Remember The Fallen”, Ausgebombt” e “Bombenhagel”.

Saída de palco em grande estilo, com o público a gritar Blackfire, Blackfire, fizeram desta noite, com toda a certeza uma noite também memorável para a banda.

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Depois dos headliners, recebemos a estreia absoluta em palco dos On The Loose. Depois da enchente na atuação anterior, a sala ficou um pouco mais vazia, porque grande parte do público optou por ir retemperar forças. Ainda assim, os On The Loose foram muito bem recebidos, trazendo o doom metal a esta edição do Massacre. Ficou evidente que a banda precisa de mais rodagem de palco, o que fará evidentemente subir o nível das prestações, não deixando no entanto de ter sido uma atuação e estreias positivas.

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A fechar a já longa maratona de concertos, tivemos um dos nomes consagrados do thrash nacional, os portuenses Pitch Black. Com as energias repostas, a sala voltou aos mosh pits ao som de temas como “Divine Not Human”, “Disturbing The Peace”, “Enemy Siege”, “Thrash Metal Elite” e “Pitch Black”. Como sempre, uma atuação absolutamente arrasadora dos Pitch Black, perante um púbico que deu tudo o que tinha, saindo de sorrisos rasgados perante este final apoteótico do X Massacre Metal Fest.

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