Texto e Vídeo: Carlos Guimarães.
Fotos: Luis Balsa e Carlos Guimarães.
Rockin’ The Fire Station
Xeque-Mate + Paula Teles + Warout
Salão dos B.V. de Valadares, 12.04.2026
No passado dia 12 de abril, o Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Valadares acolheu mais uma edição do Rockin’ The Fire Station. O evento reafirmou as excelentes condições da sala para acolher produções de maior escala, oferecendo um cartaz diversificado com três bandas que garantiram uma tarde de rock intenso. Apesar da forte cumplicidade e proximidade entre os músicos e os presentes, a adesão do público acabou por ficar aquém das expectativas da organização.
A abrir o cartaz estiveram os Warout, que trouxeram consigo uma descarga de thrash metal crua e direta. Sem rodeios, a banda entrou forte com “Warout” e manteve sempre o pé no acelerador ao longo de temas como “Slaves of Creation”, “Where is God?” e “Thoughts of the Wicked”. A reta final com “Addicted to Violence” e “Thrash Attack” confirmou a agressividade e coesão do grupo, conquistando facilmente o público presente e criando o ambiente ideal para o restante evento.
Warout (Carlos Guimarães)

Seguiu-se Paula Teles, que apresentou um registo mais introspectivo e emocional, contrastando com a energia inicial dos Warout. Com uma performance segura e envolvente, percorreu temas como “Ventre”, “A Carta” e “II Acto”, mostrando a sua versatilidade vocal e capacidade interpretativa. Ao longo de “Inocência”, “Ponto Cego” e “(Re)Encarnado”, foi construindo momentos de grande intensidade, culminando numa reta final marcante com “Desencanto”, “Grito” e “Jogo do Silêncio” (sem a participação de Björn Strid obviamente), que prenderam a atenção do público e reforçaram a ligação criada ao longo do concerto.
Paula Teles (Luis Balsa)

O encerramento da noite ficou a cargo dos veteranos Xeque-Mate, que reafirmaram o seu estatuto de referência incontornável no heavy metal português. Com uma atitude irreverente e uma ligação magnética à plateia, a banda desfilou um alinhamento equilibrado: temas recentes como “Corre Corre” e “Entrudo” conviveram em harmonia com clássicos do calibre de “Ritual” e “A Prisão”. A energia manteve-se ao rubro com malhas como “Rastejantes” e “Pequenez”, provando a consistência compositiva da banda ao longo de décadas. A reta final, marcada pelos hinos intemporais “Às do Volante” e “Filhos do Metal”, selou a comunhão entre palco e público, antes da despedida festiva com “Vampiro da Uva”.
O Rockin’ The Fire Station consolidou-se, assim, como um baluarte da música pesada nacional; resta esperar que, em próximas edições, a adesão do público faça justiça à qualidade das bandas e das condições da sala.
Xeque-Mate (Luis Balsa)


















































