Banner Top

Nagasaki Sunrise – “Distroyer”

Data: Dezembro de 2024
Edição: Vortex Records/ Symphony of Destruction
Formato: Álbum

Os Nagasaki Sunrise surgiram de rompante em 2020 com o seu EP “Turn on the Power”. Integrando músicos experientes da cena nacional, com grande parte a ter ligações aos Midnight Priest, o grupo apostou numa interessante mescla de punk com heavy metal tradicional, embrulhado numa roupagem thrash metal. Depois do álbum de estreia “Distalgia” (2021) e de um split com os Battlescars (2024), o grupo lisboeta lançou no final de 2024 o novo “Distroyer”, editado em CD pela Vortex Records e em vinil pela Symphony of Destruction.

O grande salto em frente neste novo disco é a sua qualidade de produção, a cargo de Fernando Matias no The Pentagram Audio Manufacturers. Sem comprometer a integridade e o estilo da banda, neste trabalho a música dos Nagasaki Sunrise pode ser finalmente apreciada na sua plenitude, especialmente o trabalho das guitarras. Musicalmente, o grupo mantém a sua toada direta, endiabrada e desespartilhada de convenções. O toque mais “sujo” e punk é dado pela voz áspera do vocalista Gasolizna Nagasaki, embora abusando um pouco dos efeitos vocais na minha opinião. Por outro lado, temos aqui fantásticos riffs de heavy metal clássico, não estivesse a banda servida de um guitarrista com a qualidade de Iron Fist Nagasaki.

Liricamente o grupo continua a focar-se em temáticas ligadas à Guerra, com enfoque nas batalhas do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. O destaque vai para malhas como “Pacific Nightmare Ain’t Over”, “Wolf of Okinawa”, “Tunguska” ou “Detroit Rock City”.

Com este “Distroyer” os Nagasaki Sunrise solidificam o seu estatuto a nível nacional e não só (em março estarão em digressão pelo a costa oeste dos Estados Unidos, por exemplo), muito graças à sua fusão de estilos que nos remonta aos finais da década de setenta e início da de noventa, onde o punk e o metal se cruzavam no underground britânico.

Carlos Guimarães

Nota da Review: 8,5
Nota da Equipa: 7,9