Banner Top

Phase Transition – “In Search of Being”

Data: Junho 2025
Edição: Autor
Formato: Álbum

Do caos nasce a revolução. O trio portuense composto por Sofia Beco (voz e violino), Luís Dias (guitarra) e Fernando Maia (bateria) tem dado luz e vida aos Phase Transition desde 2020.

Com o seu primeiro ábum de estúdio em mãos, apelidado de “In Search of Being”, estes nortenhos forjam elementos progressivos retirados dos clássicos como os King Crimson, os solos dos Dream Theater e a sonoridade mais pesada do metal moderno, entre outros exemplos de renome. Uma exuberante produção de trinta e sete minutos, que engloba cinco faixas repletas de uma instrumentalidade que vai desde a música clássica, riffs pesados, vocais graves e agudos e origina uma verdadeira fusão musical para todos os ouvintes.

“Dichotomy” afigura-se como a primeira faixa e inicia com um pequeno murmúrio que rapidamente somos assoberbados com a guitarra de Luís Dias, juntamente com a bateria de Fernando Maia para um arranque daquilo que aparenta ser um álbum progressivo. O violino e a voz de Sofia Beco assentam na perfeição e trazem-nos uma lufada clássica com distintas e harmoniosas partes que, indubitavelmente, fazem parte do registo do grupo. O vídeo oficial “Becoming, (R)evolution” detém uma componente mais emocional e nos remete para a questão da liberdade e a incessante procura pela verdade.

A ambição do grupo é visível em “Veil of Illusions”. Efetivamente, o registo clássico encontra-se pautado no disco; porém, nesta faixa conseguimos escutar um toque mais moderno e com uma breve influência de um rock gótico dos Lacuna Coil ou Within Temptation. O que vem reforçar que no rock ou metal progressivos, a voz feminina é perfeitamente enquadrável. Não obstante, a língua portuguesa é sempre bem-vinda e apreciada por qualquer banda de metal do país situado na “cauda da Europa”. Em “Shadows Grief”, os solos de Dias – um tanto Petrucci e Satriani – e a cadência de bateria de Maia, a par com a voz de Beco, tornam possível mesclar as línguas portuguesa e inglesa numa só música.

O álbum finaliza com “The Other Side”, onde o grupo une as suas forças com Ricardo Pereira (Moonshade). Com um início acústico, somos ferozmente catapultados para um novo território musical: death metal. As vozes guturais de Ricardo em conjunto com a voz melódica de Sofia tornam-se quase numa dualidade, que em vez de se repelirem como dois ímanes, tornam-se uníssonas. Se tivéssemos de comparar os Phase Transition com outra banda internacional, seria um feliz matrimónio entre os Opeth e os Dream Theater, embora o trio contenha um cunho musical único e uma sólida identidade. Um disco que vem aguçar a nossa atenção e convidar-nos a assistir a alguns concertos destes amigos, nomeadamente em outubro, no Porto Prog Night.

André Neves

Nota da Review: 9
Nota da Equipa: 8,5

Outras Reviews: