“Catatonic Symphony” é o álbum de estreia da banda (ou projeto) portuguesa Raging Slayer, lançado a 18 de março de 2025 pela Selvajaria Records. Formada com o intuito de homenagear a fase clássica dos Slayer (1983-1988), não se trata, obviamente, de uma mera cópia da referida banda, apresentando inúmeras referências clássicas do género e demonstrando o vasto conhecimento do seu estratega nesta matéria.
Este disco é composto por oito faixas, totalizando aproximadamente 42 minutos de música. Destaque para “From the Cross”, “Symbols of Deceit” e a faixa-título “Catatonic Symphony”. Aqui, a banda oferece uma descarga intensa de thrash metal old-school, sem rodeios, direto ao assunto, com riffs afiadíssimos. Importa salientar que, apesar do estilo praticado, as composições são maioritariamente longas — algo pouco habitual num álbum de thrash metal — mas nunca se tornam enfadonhas ou aborrecidas. Muito pelo contrário: há sempre algo novo ou surpreendente a acontecer, que agarra o ouvinte pelos colarinhos (ou pelos tomates, se preferires) e nos prende a respiração.
É incrível como os quase sete minutos de uma “Symbols of Deceit” passam num instante. Mérito que deve ser atribuído a Slaytanic Speedball Possessor, de calças de licra e sunga de cabedal, pelas excelentes composições, sempre com prioridade dada à canção em si, em detrimento do exibicionismo técnico ou do virtuosismo gratuito.
A produção é crua quanto baste, mas poderosa, conferindo aquela sonoridade áspera e cheia de agressividade que caracteriza a melhor fase do thrash metal. Os riffs são cortantes e as vocalizações evocam toda a energia típica do thrash dos anos 80 — não fosse Lex Thunder um dos melhores e mais versáteis vocalistas de heavy metal nacional.
“Catatonic Symphony” é pura agressão e diversão para saudosistas do velho e bom thrash metal.
Um álbum essencial e absolutamente indispensável em qualquer coleção que se preze de um verdadeiro thrasher.
LordSir SetePeles
Nota da Review: 8,5
Nota da Equipa: 7,7









