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Ionized – “Mudsign”

Data: Dezembro/2024
Edição: Autor
Formato: Álbum

Com “Mudsign”, os Ionized dão continuidade à jornada iniciada com “Denary Breath”, entregando um trabalho que combina evolução e ousadia criativa. O sexteto de Santa Maria da Feira – composto por Miguel Craveiro (vocais), Rui Moreira e Ricardo Ferrão (guitarras), Ivo Lopes (baixo), André Almeida (sintetizadores) e Filipe Pereira (bateria) – apresenta um álbum envolvente, onde cada faixa está cuidadosamente entrelaçada em torno de um único ideal: Ionized.

A maior parte das composições foi criada após o álbum anterior, refletindo um período de transformação e crescimento para a banda. A sonoridade equilibra todos os elementos marcantes da marca Ionized, com arranjos robustos e bem conseguidos.

Para mim, entre os destaques, faço a referência a “Subterranean Cooperative Of Urban Dreamers”, que na minha opinião surge como um exemplo de como a banda consegue criar conexões emocionais profundas, num caminho que evidencia o poder da música em transcender barreiras, não será o único momento, mas, certamente, aquele em que num todo é mais perceptível.

No entanto, “Mudsign” apresenta um desafio notável: a extensão de algumas das faixas. Embora a escolha por composições longas permita explorar nuances e criar ambientes sonoros únicos e mais emocionais, pode tornar-se um obstáculo a agarrar uma audição mais imediata, especialmente quando as três primeiras faixas totalizam mais de 25 minutos de duração, algo que exige maior dedicação e foco do ouvinte, o que pode afastar quem procura uma experiência mais acessível e perder assim a experiência auditiva que proporciona.

Apesar desse aspeto, e não escrevo este apesar como algo negativo, o álbum destaca-se como um trabalho muito ambiciosa e emotivo. Os Ionized demonstram uma sentida paixão, celebrando a música como arte e conexão.

Miguel Correia

Nota da Review: 8
Nota da Equipa: 7,8

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