Munidos de uma adrenalina frenética, os madeirenses Karnak Seti tornaram novamente a surpreender-nos com o seu segundo EP.
“Restos” (2024) vem trazer-nos uma mescla (e bem sucedida) de um thrash metal da velha da guarda, digno de uns Slayer, Megadeth, Kreator ou Overkill com uma corrente melódica, a esbater no universo do tradicional death metal. Se no seu antecessor, “Deadend” (2021), somos brindados com 24 minutos da guitarra distorcida de António Jesus com frenéticos solos, o baixo inigualável de Cláudio Aguiar que assenta que nem uma luva, um destruidor som saído da bateria de Luís Freitas e a voz Luís Erre carregada de fúria, o novo disco afigura- se com esta e uma nova roupagem mais emocional, similar às melodias dos In Flames e Dark Tranquillity.
Faixas preenchidas com uma diversidade temática que vai de encontro aos temas que assolam a nossa contemporaneidade, cantadas nas línguas inglesa e portuguesa, o quarteto oriundo do Funchal não desilude, sobretudo nas músicas “Restos” e “Down Beneath”, cuja esta última arranca com uma cativante sonoridade que vem, de certa forma, homenagear os antigos titãs de thrash metal. Porventura, em “I Breathe the End” temos uma breve influência de um moderno groove metal, um registo idêntico aos portuenses Equaleft ou até mesmo dos americanos Lamb of God, no qual podemos assentir que este grupo de um dos maiores destinos turísticos europeus não receia arriscar em introduzir novas composições musicais. Ambiciosos e arrojados, os Karnak Seti contam uma carreira de duas décadas, um repertório musical de três discos e dois EPs que valem a pena escutar.
André Neves
Nota da Review: 7,5
Nota da Equipa: 7,4









