O seu disco de estreia “Hellcome”, editado em 2019, já prometia muito, impressão essa mais do que confirmada com as entusiasmantes performances ao vivo que os Speedemon têm apresentado nos últimos anos, sendo uma delas no aclamado Wacken Open Air.
Neste “Fall of Man” a banda sediada em Vila Franca de Xira aprimorou ao máximo a sua sonoridade que mescla speed/thrash metal com laivos do heavy metal mais tradicional, numa abordagem ao mesmo tempo moderna e revivalista.
A entrada instrumental “March of the Triumphants” dá o mote para um disco feito de verdadeiras canções, com riffs endiabrados e refrães feitos à medida para serem cantados em uníssono pela banda e público. Se em “Metal Rage” isto se verifica, na seguinte “Speed on Fire” esta impressão atinge um dos seus pináculos neste trabalho. A destreza técnica na criação de riffs intrincados é bem audível em “Cursed by the Gods” e no tema-título “Fall of Man”. Ao fim de quatro temas (se descontarmos a introdução) a banda segue em ritmo de cavalgada impaciente com algumas passagens que servem apenas para respirar brevemente. Só com o interlúdio acústico “The Betrayed” relaxamos auditivamente até sermos positivamente surpreendidos por uma “Nailed to the Gun” que me fez retroceder no tempo quando ouvia avidamente bandas da Bay Area como os Testament. Em “Words of Fire” já começamos a sentir um pouco a falta de variedade nos temas, mas na final “Midnight Ripper” voltamos a ter aquele sentimento revigorante que nos acompanha na audição este “Fall of Man”.
Para um fã de speed/thrash e para quem gosta de ouvir riffs e leads envolventes este é um disco imprescindível. E se ouvir isto no conforto do lar ou do carro é entusiasmante, podem ter a certeza que ao vivo estes Speedemon conseguem ainda suplantar esta sensação.
Carlos Guimarães
Nota da Review: 8
Nota da Equipa: 7,9









